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Presídios da região de Piracicaba vão contar com armas antidrones para evitar entrada de ilícitos

Foto: Divulgação/SAP

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) adquiriu quatro armas antidrone que funcionarão como reforço na segurança de unidades prisionais do Estado. Cada equipamento custou R$ 700,9 mil. O assistente técnico do Gabinete da Pasta, coronel Marco Antonio Severo antecipou que uma das armas será utilizada na região de Piracicaba, mas por questões de segurança, a arma não ficará abrigada na mesma unidade.

Severo disse ainda que o investimento partiu do governador do estado, João Doria. A previsão inicial era a de usar os aparelhos com reforço das unidades prisionais em 2019, mas com o início da pandemia da Covid-19, as tratativas sobre o assunto foram suspensas.

“Ao longo dos últimos anos percebemos a necessidade de evitar a aproximação dos drones nas imediações de unidades prisionais”, relatou o coronel.

Segundo ele, em 2019 foram apreendidos três drones e registrados 16 avistamentos dos equipamentos em unidades prisionais do Estado. No ano seguinte, ocorreram seis apreensões e 158 avistamentos dos equipamentos perto dos presídios.

Antes do uso das armas, os agentes tinham a opção de destruir o drone com disparo de espingardas calibre 12, “mas depende do alcance da arma… Era uma alternativa diante da falta do equipamento mais adequado”, disse o coronel.

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QUALIFICAÇÃO

De acordo com a SAP, os Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária (AEVPs) da Secretaria já foram treinados em uma unidade prisional da Grande São Paulo no mês de agosto de 2021, para operar os novos dispositivos.

Severo disse que o alcance da arma pode chegar a dois quilômetros. “Também pode interferir no link de dados, fazendo com que a comunicação entre o infrator e o drone seja interrompida e o profissional operador do antidrone assuma imediatamente o seu controle, podendo fazê-lo voltar à origem, forçar sua descida ou mantê-lo em voo estacionário. Há inclusive, a possibilidade de que o drone volte ao ponto de origem e o operador pode ser preso”, relatou o coronel.

Já o secretário da SAP, coronel Nivaldo Cesar Restivo destacou que a tecnologia tem sido cada vez mais aplicada dentro das prisões de São Paulo, auxiliando sobremaneira na manutenção das condições de estabilidade, segurança e disciplina do sistema.

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VULNERABILIDADE DAS UNIDADES PRISIONAIS

O coronel Severo destacou ainda que a proposta para a aquisição da arma veio por meio da necessidade de cobrir alguns pontos vulneráveis das unidades prisionais. “Na maioria delas, os pátios de sol, onde ficam os presos, contam com telas que impedem as entradas de ilícitos como drogas, celulares, ou alguns equipamentos eletrônicos, no entanto, em outros presídios mais antigos, não possuem, ficando assim mais vulneráveis”, relatou.

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Com informações do Jornal de Piracicaba

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