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Organização Mundial de Turismo vê sinais de retomada apesar da queda de 97% em viagens turísticas em abril


O mês costuma ser um dos mais movimentados do ano para o setor. Resort na Tailândia, um dos países que mais recebem turistas no mundo
Divulgação/Aleenta Resort
A Organização Mundial do Turismo (OMT), braço do ano especializado em políticas para o setor, divulgou que o mês de abril, um dos mais importantes para o setor no ano, registrou queda de 97% nas viagens na comparação com o mesmo mês do ano passado. O mercado foi um dos mais afetados pela restrição de circulação imposta pelas medidas para impedir a propagação da Covid.
A agência divulgou nesta segunda (22) relatório que aponta números desastrosos para o turismo global nos primeiros meses do ano, mas aponta também uma retomada principalmente nos países do Hemisfério Norte. A OMT pede a governos locais medidas de auxílio para trabalhadores do setor que estão sendo afetados pela crise do novo coronavírus.
Os números divulgados sobre o turismo no mundo entre janeiro e abril:
foram menos 180 milhões de viagens (-44%) voltadas para o turismo na comparação com o mesmo período do ano passado
Prejuízo de US$ 195 bilhões nas receitas geradas pelo turismo internacional
100% dos destinos com restrições devido a pandemia
A região da Ásia e do Oceano Pacífico foi a que mais sofreu nesse período, perdendo a metade do volume de turistas nos aeroportos registrado no ano passado.
O mercado mundial, segundo a entidade, pode ter em 2020 até 1 bilhão de turistas a menos. Os prejuízos mundiais podem chegar a US$ 1,2 trilhão e entre 100 milhões e 120 milhões de empregos podem ser eliminados.
No Brasil
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que 727,8 mil postos de trabalho serão perdidos no setor turístico brasileiro por causa do impacto da pandemia do novo coronavírus. A entidade também calcula em R$ 87,79 bilhões os prejuízos no espaço de 3 meses.
O transporte aéreo de passageiros no mercado doméstico brasileiro em maio recuou 90,97% em relação ao mesmo mês do ano passado. A oferta de assentos no período apresentou queda de 89,58%. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), entidade que representa Gol, Latam, MAP e VoePass. Os dados incluem informação das empresas associadas e demais empresas aéreas que operam no país.