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Na contramão da crise, fábrica de itens de limpeza eleva produção em Nova Odessa


Demanda aumentou ao menos 25% e também houve contratações, segundo gerente. Setores específicos da indústria apresentam aumento na produção durante a pandemia
Na contramão das estatísticas, algumas indústrias da região registraram crescimento e foram impulsionadas pelo novo contexto econômico da pandemia.
Em Nova Odessa (SP), uma fábrica que produz álcool em gel, água sanitária e outros itens de limpeza, e que atualmente tem 370 funcionários, está acelerando o ritmo de crescimento e já tem até sala nova para captação de mais clientes.
A empresa contratou e teve um aumento entre 25% e 30% na produção. “Nós caminhamos no oposto. Fizemos contratações aqui. Fizemos umas 30, 35 contratações”, afirma a gerente comercial Michelle Berggren.
O auxiliar de produção Jefferson Barbosa está entre os novos contratados. “Foi uma surpresa enorme, felicidade foi grande. Muitas empresas mandando muitos funcionários embora e graças a Deus eu fui empregado”, celebrou.
Funcionários de linha de produção de fábrica de produtos de limpeza, em Nova Odessa
Ricardo Custódio/ EPTV
Dados
Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica (PUC), baseada no Ministério da Economia, comparou o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado.
Os fabricantes de produtos de limpeza e higiene cresceram 14,69% na região metropolitana de Campinas.
Para os fabricantes de papel e celulose, alta de 3,92%. A fabricação de máquinas agrícolas teve alta de 9,22%.
Os mais afetados até o momento são os fabricantes de equipamentos para transporte, confecção de artigos de vestuário e acessórios, veículos automotores, bebidas, e produtos têxteis. As quedas em relação ao primeiro trimestre do ano passado variam de 10 a 33%.
“Se você mantém a renda. Se você, de alguma forma, faz política de proteção da renda e do emprego, quando a gente sai da crise sanitária, as condições necessárias para o crescimento estão postas. Mas se você permite que a economia vá para um caminho de demissões e redução da massa salarial, no dia seguinte da possibilidade de uma retomada segura das atividades econômicas o que a gente tem é uma massa de desempregados e consumidores sem poder de consumo. Então, sim, dependemos muito de políticas internas também”, analisa Paulo Oliveira, economista da PUC-Campinas.
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