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Governo federal reduz intervalo para reforço vacinal e anuncia 4ª dose para imunossuprimidos

O Ministério da Saúde confirmou, em nota técnica, a redução do prazo mínimo para a aplicação das doses de reforço vacinal contra a Covid. O novo prazo é de quatro meses a partir da aplicação da segunda dose. A redução do intervalo para a dose de reforço já tinha sido anunciada no sábado (18) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

E na mesma nota técnica, o governo também anunciou a aplicação de um novo reforço para pacientes imunossuprimidos – ou seja, uma quarta dose de vacina para esse público. O intervalo também será de quatro meses, contados a partir do primeiro reforço.

“Uma dose de reforço da vacina Covid-19 para todos os indivíduos imunocomprometidos acima de 18 anos de idade que receberam três doses no esquema primário (duas doses e uma dose adicional), que deverá ser administrada a partir de 4 meses”, diz o documento.

Segundo o documento, são considerados pacientes imunocomprometidos:

  • os portadores de imunodeficiência primária grave;
  • quem está fazendo quimioterapia para câncer;
  • transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) uso de drogas imunossupressoras;
  • pessoas vivendo com HIV/AIDS;
  • pacientes em uso de corticóides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥14 dias;
  • pessoas que usam drogas modificadoras da resposta imune (o Ministério da Saúde divulga uma tabela com essas medicações);
  • pacientes com condições auto inflamatórias e doenças intestinais inflamatórias;
  • pacientes em hemodiálise;
  • pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas.

A nota técnica publicada nesta segunda é assinada pela secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Leite de Melo.

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