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Espanha impõe quarentena a estrangeiros e cidadãos que chegarem do exterior


O governo também anunciou nesta terça-feira (12) que pretende restringir as chegadas marítimas e aéreas de pessoas originárias de países europeus que integram o espaço Schengen. Espanha vai impor quarentena a todos os que chegarem ao país por avião ou barco e blindará fronteiras para que o fim do confinamento não traga mais contaminações por coronavírus no país
Reuters/Sergio Perez
Para tentar garantir a segurança durante o processo do fim do confinamento, a Espanha passará a impor uma quarentena de 14 dias a estrangeiros e cidadãos que chegarem ao país vindos do exterior.
O governo também anunciou nesta terça-feira (12) que pretende restringir as chegadas marítimas e aéreas de pessoas originárias de países europeus que integram o espaço Schengen.
O executivo espanhol adotou essas novas medidas no dia seguinte ao início do relaxamento gradual da quarentena no país. Por enquanto, parte da população pode se deslocar, mas apenas dentro das províncias onde vivem.
No entanto, essa flexibilização ainda não diz respeito a Madri, ou a Barcelona, duas das cidades mais afetadas pelo coronavírus.
A primeira das medidas anunciadas é que, a partir de sexta-feira (15), quem chegar do exterior deverá respeitar uma quarentena de 14 dias em casa. Essas pessoas terão autorização para sair apenas para comprar produtos de primeira necessidade, ir a hospitais ou centros de saúde ou por motivos de força maior, de acordo com a ordem do governo.
Além disso, as autoridades de saúde poderão contatá-las para acompanhamento e “todos os deslocamentos serão feitos utilizando máscara”, acrescenta a ordem, publicada no Diário Oficial do Estado.
Trabalhadores transfronteiriços, transportadores, tripulantes de companhias aéreas e funcionários do setor médico estão isentos de quarentena, desde que não tenham tido contato com pessoas infectadas pelo coronavírus.
Restrições a viajantes da UE
Também a partir de sexta-feira (15) serão restritas as chegadas à Espanha por via marítima e aérea dos países que fazem parte do espaço Schengen – área de livre -circulação dentro da União Europeia.
Isso significa que apenas cidadãos espanhóis, residentes na Espanha, trabalhadores transfronteiriços, profissionais da saúde, ou aqueles que documentam causas de força maior poderão entrar na Espanha de navio ou avião de países como França, Alemanha ou Bélgica.
Essa restrição é adicionada ao fechamento das fronteiras terrestres com França e Portugal, em vigor desde 17 de março, e às restrições para viajantes vindos de fora do espaço Schengen, aplicadas desde 23 de março.
As medidas permanecerão em vigor enquanto durar o estado de emergência decretado na Espanha devido à pandemia, ou seja, até 24 de maio. As decisões poderão ser prolongadas se for preciso.
“A evolução favorável da situação epidemiológica em nosso país e o início do desconfinamento tornam necessário reforçar as medidas de controle”, explica o governo no Diário Oficial do Estado.
Os estrangeiros que possuem casas na Espanha – como acontece na ilha de Maiorca, onde milhares de alemães passam o verão – não poderão viajar ao país, já que “o simples fato de possuir uma casa não prova residência na Espanha”, afirma o Executivo.
Segundo o governo, essas viagens seriam uma “contradição”, já que os próprios espanhóis são proibidos de ir para suas residências secundárias, se estiverem localizadas em outra província, argumenta.
Outros países adotaram medidas similiares. No início de maio, a França anunciou a exigência da quarentena para quem chegar do exterior, mas 24 horas depois afirmou que a medida não se aplicaria a viajantes no espaço Schengen.
O Reino Unido também anunciou que o isolamento de 14 dias será estabelecido para as pessoas que chegarem de outros países.
Quase 27 mil mortos
A Espanha é um dos países mais afetados pela pandemia no mundo, com 26.920 mortes registradas até esta terça-feira pelo Ministério da Saúde, 176 a mais do que na segunda-feira (11). Os casos confirmados totalizam 228.030, ou seja, 426 a mais em 24 horas.
Ambos os dados mantêm a tendência dos últimos dias, segundo o diretor do Centro de Emergências em Saúde, Fernando Simón, afirmando que “a evolução da epidemia está sendo muito boa” no país.
Simón defendeu as restrições de viagem, explicando que é necessário “fazer um exercício de prevenção” e evitar a importação de casos de países “onde continua havendo transmissão” do vírus.
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