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Entenda por que caminhoneiros bloqueiam rodovias; veja a resposta do STF

Concentração no km 148 da Rodovia Anhanguera, em Limeira | Foto: Renan Isaltino/Rádio Mix

Os manifestantes que bloqueiam rodovias em todo o país nesta quinta-feira (9) têm como principais motivações duas pautas defendidas por Jair Bolsonaro (sem partido). Uma delas é a volta do modelo de voto impresso e a outra é o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), alvo de críticas do presidente da República nos atos do Dia da Independência (7 de setembro).

Bandeira levantada por Bolsonaro, o voto impresso foi rejeitado ainda em agosto pelo plenário da Câmara dos Deputados, o que excluiu as possibilidades de mudar o modelo nas próximas eleições. Além disso, o fechamento do STF é inconstitucional, já que o Poder Judiciário é o responsável por interpretar as leis de acordo com a legislação. Juristas de todo o país concordam que fechar o STF seria um golpe de Estado. 

Em entrevista à CBN, o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), Ari Rabaiolli, confirmou que entre as pautas do movimento não estão temas que impactam diretamente a categoria, como o aumento dos combustíveis. Ao contrário, os protestos pedem pelo “impeachment do STF” e pelo “voto auditável”.

“Os que estão à frente desse movimento não representam as lideranças dos caminhoneiros. Até porque as pautas não trazem benefício ao caminhoneiro. O caminhoneiro que tem financiamento de um caminhão, que precisa sustentar a família, acaba prejudicado também”, criticou.

​O movimento é organizado por caminhoneiros autônomos, tendo começado ontem (8) em diversas localidades, um dia após manifestantes favoráveis ao presidente pedirem, dentre outras pautas, o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional.

Em nota, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) manifestou “total repúdio” às paralisações organizadas por caminhoneiros, por influência de supostos líderes da categoria. “Trata-se de movimento de natureza política e dissociado até mesmo das bandeiras e reivindicações da própria categoria, tanto que não tem o apoio da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos”, escreveu a associação.

Resposta do STF

Em resposta aos ataques e críticas do presidente da República, o ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou-se durante a sessão da Corte nesta quarta-feira.

Em sua fala, Fux disse que tem sido cada vez mais comum que alguns movimentos invoquem a democracia como pretexto para a promoção de ideais antidemocráticos e enfatizou que descumprir decisões judiciais, além de ser um atentado à democracia, é crime de responsabilidade.

“O Supremo Tribunal Federal não tolerará ameaças à autoridade de suas decisões. Se o desprezo às decisões judiciais ocorre por iniciativa do chefe de quaisquer dos poderes, essa atitude, além de representar um atentado à democracia, configura crime de responsabilidade a ser analisado pelo Congresso Nacional” afirmou o presidente do STF.

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