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Dona de cão que morreu após voo de São Paulo para o Rio estuda processar a Latam: ‘Resta a indignação’

Cão embarcou em perfeitas condições de saúde
Foto: Reprodução

A estudante carioca Gabriela Duque Rasseli, de 24 anos, dona do cão que morreu após um voo de São Paulo para o Rio de Janeiro, no dia 14 de setembro, fez um desabafo nas redes sociais em que cobra esclarecimentos da Latam por conta do episódio e afirma que estuda processar a empresa. Segundo a jovem, embora representantes da companhia aérea tenham entrado em contato depois que o caso veio à tona, não houve “respostas claras ou propostas de reparação concretas”.

Imagens postadas por Gabriela na internet mostram que o golden retriever Zyon estava bem e saudável no momento do embarque, em São Paulo. Contudo, ao chegar ao Rio, onde a dona aguardava o animal, o cachorro já não tinha forças sequer para ficar de pé.

“A perda de Zyon, bem como a ambiguiedade nas tentativas de contato com a companhia, tem causado enorme desgaste psicológico e emocional à Gabriela e sua família”, afirma o texto publicado na tarde desta quarta-feira. A mensagem prossegue: “A jovem, além de viver o luto por seu animal de estimação, também recebe, devido à grande exposição sofrida, inclusive ataques de terceiros”. Veja o post na íntegra, no Instagram.

Animal debilitado após voo
Animal debilitado após voo Foto: Reprodução

Em uma nota divulgada nesta quarta-feira, antes da nova mensagem de Gabriela, a Latam afirma que “seguiu todos os procedimentos de aceitação e transporte do pet que atendem rigorosamente aos regulamentos de autoridades nacionais e internacionais”. O GLOBO procurou a empresa depois da última postagem da jovem, mas ela informou apenas que manteria o mesmo posicionamento.

Segundo a companhia aérea, “o pet foi acompanhado de acordo com os mais rígidos protocolos de segurança” desde o momento do embarque, “aguardando em ambiente refrigerado até a entrada na aeronave e permanecendo hidratado ao longo do trajeto”. A empresa afirma que, logo após o pouco, ainda dentro da caixa de transporte, “identificou que o animal encontrava-se com sinais de mal-estar e, imediatamente, atuou para que ele fosse transportado a uma clínica veterinária em uma van dedicada e em tempo mais rápido do que o padrão para esta operação”. A Latam pondera, porém, que o trajeto do aeroporto até o terminal de cargas é de 7,5km, que devem ser percorridos a, no máximo, 20km/h.

“Reforçamos que o pet não foi exposto ao sol ou passou calor e, que, nossa equipe esteve junto dele e de sua tutora durante todo o atendimento, e se manteve disponível via telefone inclusive após a internação do pet”, prossegue a companhia em seu posicionamento. “Nós da LATAM nos sensibilizamos muito com o que aconteceu e estamos em contato com a cliente Gabriela desde o desembarque do animal, prestando toda assistência necessária até o momento presente”, diz também a empresa.

O caso causou comoção nas redes sociais, com muitos internautas pedindo maiores explicações da Latam. Até Luisa Mell, apresentadora de TV que se tornou uma das maiores ativistas da causa animal no Brasil, entrou no debate. Em um post no Instagram, ela pediu mudanças no protocolo de transporte aéreo de animais.

“Quantos cães e gatos mortos serão necessários para que as companhias aéreas mudem seu protocolo e parem de tratar animais como bagagem?”, provocou Luisa Mell, pedindo uma revisão na legislação sobre o tema: “A lei está completamente errada, porque cachorro não é bagagem e não devia ser colocado no bagageiro em hipótese nenhuma”.
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Já o presidente da Comissão de Direito dos Animais da Câmara de Vereadores do Rio, vereador Luiz Ramos Filho, afirmou que vai acompanhar as investigações sobre a morte do cãozinho: “Precisamos de respostas sobre o que aconteceu de fato. A empresa tem que ter responsabilidade, porque está transportando um ser vivo que não pode sequer pedir ajuda. Não é possível que tratem com o mesmo desprezo que tratam as malas, que são atiradas de um lado para o outro. Era um filhotinho, que exigia ainda mais cuidados. Se não tem capacidade para cuidar, não pode transportar”.

*Conteúdo: Extra

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