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Demissões no transporte público de Piracicaba levam a pedido de esclarecimento do MPT


Ex-funcionários alegam que têm sido pressionados a aceitar acordo com empresa que deixou de operar o serviço. Viação nega irregularidades. Ex-funcionários de viação, durante protesto em frente ao MPT de Campinas
Carlos Alberto Ribas
O Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu que a Via Ágil, empresa que deixou de operar o transporte público municipal de Piracicaba (SP) em maio deste ano, preste esclarecimentos sobre rescisões contratuais realizadas com trabalhadores que deixaram a empresa.
Ex-trabalhadores da viação realizaram um protesto na segunda-feira (31) em frente à sede da Procuradoria do Trabalho em Campinas (SP), onde já tinham denunciado em 25 de agosto supostas irregularidades nas rescisões contratuais.
Segundo a denúncia ao MPT, a empresa estaria propondo acordos desfavoráveis aos trabalhadores para pagar verbas trabalhistas às quais eles têm direito.
Também segundo a representação, a Via Ágil estaria ameaçando os trabalhadores de que, caso não aceitem os acordos, podem perder seus empregos na TUPi, empresa que passou a operar o transporte municipal e absorveu grande parte da mão de obra demitida.

Ex-funcionários de viação que operava em Piracicaba alegam que têm sido pressionados a aceitar acordo
Carlos Alberto Ribas
Advogado de cerca de 180 trabalhadores demitidos, Alecxandro da Silva foi um dos autores da denúncia ao órgão trabalhista. Segundo ele, cerca de 630 trabalhadores tiveram os contratos encerrado.
“A Via Ágil deixou os funcionários sem receber seus direitos trabalhistas, inclusive em caráter de verba alimentar, diante de uma pandemia, o que caracteriza flagrante dano moral”, afirma Silva.
A procuradora Juliana Rosolen intimou a empresa que foi alvo da denúncia a se manifestar em 10 dias, em despacho foi proferido no dia 27 de agosto.
Denúncias são infundadas, diz empresa
Em nota enviada por sua defesa, a empresa Via Ágil comunicou que ainda não recebeu formalmente do MPT o teor das denúncias, que classificou de “descabidas” e “infundadas”.
E acrescentou que se pronunciará e as rebaterá no momento oportuno.
“No tocante à empresa atual TUPi, temos a informar que as empresas não guardam qualquer relação, sendo infundadas tais alegações”, acrescentou.
O G1 também pediu um posicionamento à Trans Acreana, detentora da TUPi, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
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