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Covid-19: em 3 meses, cresce 173% a média de atendimentos em centro de triagem de Piracicaba


Enquanto 89 pacientes eram recebidos na tenda por dia em abril, na média, em junho o número saltou para 243 moradores diariamente. Covid-19: número de óbitos pela doença em Piracicaba aumenta 175% em 23 dias
A média de atendimento no Centro de Triagem de Coronavírus de Piracicaba (SP), uma das principais portas de entrada para pacientes infectados pela Covid-19 na rede municipal de saúde, quase triplicou entre abril e junho.
Enquanto em abril, a média foi de 89 pacientes atendidos diariamente, em maio subiu para 105 e, atualmente, está em 243, o que representa um aumento de 173%. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.
A tenda de triagem no bairro Piracicamirim funciona desde abril como centro de atendimento de pacientes com suspeita de coronavírus. Nela é feita a triagem de enfermaria e consulta médica.
Quando é detectado um risco maior, a pessoa já é encaminhada para exames na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que fica ao lado.
No local, uma equipe da EPTV, afiliada da TV Globo, constatou que o movimento é constante e a todo momento chegam mais casos suspeitos.
Pacientes durante espera por atendimento no Centro de Triagem de Piracicaba
Ronaldo Oliveira/ EPTV
Mortes
Assim como os atendimentos, aumentaram os óbitos na cidade. Até o final de maio havia 29 mortes por Covid em Piracicaba. Até esta terça-feira (23), 80 pessoas já perderam a vida por causa da doença.
Dados divulgados pelo governo estadual colocam Piracicaba entre as três cidades paulistas onde houve maior crescimento de mortes.
A infectologista Noelle Miotto lembra que também houve aumento na taxa de ocupação de leitos na cidade. E que o crescimento de casos e mortes pode estar ligado à reabertura do comércio.
“Até porque muitas pessoas interpretam essa abertura do comércio, essa reabertura, como um retorno às atividades normais, e deixam de fazer o isolamento social que neste momento é uma das principais medidas de contenção da pandemia de coronavírus”, analisa.
“É preocupante por causa dessas pessoas que é de risco. A gente às vezes vê na rua e dá medo”, afirma o motoboy Ronaldo Oliveira Lima.
Movimento em área comercial de Piracicaba durante a pandemia do coronavírus
Ronaldo Oliveira/ EPTV
Sinais de alerta
O pintor automotivo Cilas Neves Júnior teve muita dor de cabeça e mal estar, assim como sua filha. Depois de ver parentes e vizinhos com a doença, achou melhor passar pela consulta médico.
“Eu analisei e pensei bem o cuidado que a gente tem que tomar a mais para não estar tomando posse dessa doença que tem matado muita gente”.
Ele acredita que os moradores precisam reforçar os cuidados e o poder público aumentar a fiscalização pra punir quem insiste em não seguir as regras sanitárias.
“Você vai na periferia, o que você vê de churrascos nas esquinas, tumulto, no Bosque dos Lenheiros tem baile de funk com mais de 1,5 mil pessoas, então, não estão respeitando e acaba aumentando o índice da Covid”, denuncia.
O que diz a prefeitura
A Prefeitura de Piracicaba afirmou que o avanço da Covid-19 era esperado depois da flexibilização. E que desde a reabertura do comércio, fiscais da Vigilância Sanitária estão orientando os lojistas sobre as regras que devem ser seguidas.
O governo municipal comunicou, ainda, que está aumentando a testagem nos profissionais da saúde, da segurança e em idosos.
E atualizou a ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 na cidade: somando as vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de enfermaria nas redes pública e privada, a taxa de ocupação é de 54,8%.
Segundo a prefeitura, Piracicaba recebeu 37 novos respiradores do governo do estado nas últimas semanas.
Já sobre as festas na periferia, a Guarda Municipal disse que vai intensificar as ações pra evitar esse tipo de aglomeração.
Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19
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