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Coronavírus: mesmo após suspensão de decreto, salões de beleza em Piracicaba são flagrados abertos


Profissionais alegam dificuldades financeiras; Justiça derrubou o decreto que permitia o funcionamento de alguns estabelecimentos e o trabalho de profissionais liberais. Após decreto da justiça, profissionais liberais de Piracicaba estão proibidos de trabalhar
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu um decreto municipal que autorizava o atendimento para serviços de profissionais liberais durante a pandemia do novo coronavírus, mas ainda assim alguns salões de beleza funcionaram normalmente neste sábado (16).
O documento havia sido publicado no dia 22 de abril, mas foi alvo de uma ação de inconstitucionalidade do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que alegou risco de disseminação da Covid-19.
A EPTV, afiliada TV Globo, flagrou algumas pessoas trabalhando. É o caso da cabeleireira Amanda Alves. Ela decidiu cumprir a agenda de cortes deste sábado e fechar o salão de beleza a partir da próxima segunda-feira (18).
“Mexe com toda nossa vida financeira. A estrutura familiar, ‘né’… Aí tem que ter todo um jogo de cintura, porque está difícil”, lamentou. Ela tem uma filha de 1 ano e meio e o marido está desempregado.
16/05: Cabeleireira de Piracicaba mantém agenda no salão mesmo após liminar judicial derrubar flexibilização da quarentena
Reprodução/EPTV
Outra cabeleireira, Nadya Lucy Oliveira também decidiu continuar atendendo no salão montado em frente à casa onde mora.
“Complicado, porque eu tenho um filho menor, com 13 anos. Eu sou mãe e pai de família, pago aluguel, tenho as minhas despesas e sem conseguir trabalhar, vai ficar complicado”, contou.
O impedimento também vai atingir a cabeleireira Aline Alves, que é autônoma em um salão. Ela se cadastrou para receber o auxílio emergencial e reconhece a importância de parar as atividades por enquanto.
“Pela saúde, eu concordo em fechar. Mas, eu fico, como a maioria, dependendo do auxílio emergencial. Então, eu aguardo que continue o pagamento do auxílio, para a gente poder mesmo ficar parado, seguro, até isso tudo passar”, disse.
O que diz a prefeitura
A prefeitura informou que tinha tomado todas as medidas necessárias quanto às questões sanitárias e epidemiológicas para, então, autorizar o funcionamento de alguns segmentos, mas quando foi notificada fez novo decreto com as restrições determinadas pela Justiça.
Além dos salões de beleza, podiam funcionar pelo decreto serviços de contabilidade, advocacia, engenharia, estabelecimentos de beleza cosmética e de profissionais liberais, como manicures e barbearias.
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