Procurador critica general que atua na área de infraestrutura da campanha de Bolsonaro

Postado em 11/out/2018


O presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti
Alan Santos/PR
O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, criticou nesta quinta-feira (11) o general Oswaldo Ferreira, que atua na área de infraestrutura da campanha de Jair Bolsonaro (PSL).
Ferreira afirmou que na década de 1970, em meio ao regime militar, não existam o Ministério Público e o Ibama para “encher o saco”.
“Quando eu construí estrada [BR-163] , não tinha nem Ministério Público nem o Ibama […] derrubei todas as árvores que tinha à frente, sem ninguém encher o saco. Hoje, o cara, para derrubar uma árvore, vem um punhado de gente encher o saco”, afirmou.
“Ele está falando de reminiscências não só do que era viver uma ditadura. Mas de que não havia essa proteção ambiental. E isso não pode ser considerado bom”, respondeu Cavalcanti nesta quinta-feira.
Para o procurador, a defesa do meio ambiente, das populações tradicionais e a proteção dos direitos da pessoa humana são valores universais, previstos como cláusulas pétreas na Constituição de 1988.
“O necessário desenvolvimento de qualquer nação, e do Brasil em particular, não é incompatível com esses valores e com o respeito integral às leis que os protegem e que foram democraticamente aprovadas nos termos da Constituição”, disse.
Robalinho Cavalcanti disse, ainda, que “nunca haverá hesitação em relação ao cumprimento das Leis e da Constituição por parte dos Procuradores da República”.
Ele lembrou que os constituintes de 1988 deram ao MP a função de defender a Constituição, a democracia, os direitos individuais indisponíveis, coletivos e difusos e é fundamental que o desenvolvimento do país se realize de forma sustentável.

Editoria de Arte / G1
Source: Notícias Política g1

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