Casos de malária registrados no AM têm alta de 10,36% no 1º semestre de 2018

Postado em 22/jul/2018


Somente no primeiro semestre de 2018, mais de 35 mil casos foram registrados no Amazonas. Mosquito Anopheles stephensi é vetor da malária
Jim Gathany/CDC/Reuters
Os casos registrados de malária no Amazonas tiveram aumento 10,36% no primeiro semestre de 2018, em comparação ao mesmo período no ano de 2017. Somente este ano, até junho, foram cerca de 35.080 casos. No ano passado, foram notificados 31.773 casos de janeiro até junho. Os dados são do Ministério da Saúde. Em 2017, houve mais de 82 mil diagnósticos de malária no Amazonas.
Dados da capital
Somente em Manaus, foram 3.992 casos registrados até junho de 2018. Em comparação ao ano anterior, houve registro de 3.474 casos no mesmo período.
Surto no interior
Neste ano, o surto da doença atingiu principalmente os municípios de São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, que estão em situação de emergência. Esses municípios estão situados no Norte do estado e a região tem a população de maioria indígena.
Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), a situação do Alto Rio Negro se agravou pela reintrodução do Plasmodium falciparum, que é um parasita transmitido pelo mesmo vetor da malária, o mosquito Anopheles. O parasita causa quadros mais graves de malária e risco de mortes de pessoas infectadas com a doença.
O Amazonas é considerado o estado de maior risco de transmissão da doença no Brasil, e está entre os pontos que concentrou maior número de casos da doença em 2017 no país, de acordo com o Ministério da Saúde.
O que é malária?
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Apresenta cura se for tratada em tempo oportuno e adequadamente. No entanto, um tratamento tardio ou deficiente pode levar à morte.
Sintomas
Infectados com malária têm como sintomas febre alta, calafrios, tremores, sudorese (suor) e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentarem esses sintomas mais característicos, têm náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.
Source: Notícias principais g1

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