Campinas possui 2 mil pedidos de refúgio e prevê instalação de órgão para acelerar regularização

Postado em 11/jul/2018


Solicitações são feitas por estrangeiros que correm risco de morte no país de origem. Novo escritório do Conare deve diminuir prazo para acertar a documentação. Campinas acolhe refugiados e tem 2 mil pedidos de refúgio
Campinas (SP) possui atualmente 2 mil pedidos de refúgio, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Assistência Social. As solicitações são feitas por estrangeiros que correm risco de morte no país de origem por conta de guerra ou outras situações de conflito. Para facilitar a regularização dos refugiados, o Executivo estuda a instalação de uma unidade Comitê Nacional Para Refugiados (Conare), órgão responsável por analisar e deferir os pedidos, atualmente sediado em São Paulo.
De acordo com o diretor do Departamento de Direitos Humanos de Campinas, Fábio Custódio, a diferença entre o imigrante e o refugiado é que o primeiro pode ter uma situação de vulnerabilidade, mas não tem o risco da morte e pode voltar para o país de origem caso queira. Ele ainda afirmou que os casos são analisados um por um e o prazo para a regularização pode durar cinco anos.
“Agilizar os processos para que o solicitante de refúgio tenha reconhecido o seu refúgio é essencial para preservar plenamente não só a vida desse novo refugiado, mas também da sua família, que poderá também conseguir adquirir a condição de vir para o Brasil. Isso é o que a gente chama de reencontro familiar”, explicou.
Ainda segundo a Prefeitura, os países com mais pedidos de refúgio dos moradores para o Brasil são: Paquistão, Síria, República Democrática do Congo, República do Congo, Angola, Colômbia e Gana.
Uma imigrante do Haiti que não quis se identificar deixou o país de origem por conta da crise política e sonha em viver com toda a família em Campinas. “Meu pai, minha mãe, meu irmão, toda a minha família está lá e eu quero muito que eles venham”, disse.
Atlas
Um estudo inédito lançado em fevereiro pelo Núcleo de Estudos da População “Elza Berquó” (Nepo), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aponta que, diferente do que ocorreu nos séculos 19 e 20, quando os fluxos migratórios se concentravam nas capitais, principalmente em São Paulo, no cenário contemporâneo eles têm se deslocado para o interior, acompanhando a distribuição de empresas transnacionais para essas localidades.
De acordo com o levantamento, de 2000 a 2015, foram registrados 391.282 imigrantes com o Registro Nacional de Estrangeiro, dos quais 256.979 estavam no município de São Paulo, e 35% se dirigiram para o Interior, com 470 municípios do Interior (excluindo os municípios da RMSP) com registro de imigrantes. O país segue a tendência, segundo as análises.
Campinas tem 2 mil pedidos de refúgio, segundo a Prefeitura
Reprodução/EPTV
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Source: Notícias de Campinas e Região SP g1

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