Bolsonaro e Haddad fazem apelo contra violência na campanha

Postado em 10/out/2018


Os dois candidatos estão preocupados com a escalada da truculência e intolerância nas ruas. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad
Paulo Whitaker/Reuters e Amanda Perobelli / Reuters
Os dois candidatos à Presidência da República que vão disputar o 2º turno, Jair Bolsonaro, do PSL, e Fernando Haddad, do PT, falaram nesta quarta-feira (10) sobre agressões na campanha eleitoral. Ambos fizeram apelos contra a violência.
Bolsonaro divulgou à noite mensagem de texto em uma rede social à noite. “Dispensamos voto e qualquer aproximação de quem pratica violência contra eleitores que não votam em mim. A este tipo de gente peço que vote nulo ou na oposição por coerência, e que as autoridades tomem as medidas cabíveis, assim como contra caluniadores que tentam nos prejudicar”, escreveu.
Haddad também se mostrou preocupado com a escalada da truculência na campanha. Ele disse que propôs um pacto de não violência. “Estamos conversando com todas as forças que queiram conter a barbárie, que está em escalada no país. Nós temos que botar um fim nessa violência. É demais o que está acontecendo”, afirmou.
O candidato do PSL passou por nova avaliação dos médicos do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, que o examinaram em casa, no Rio de Janeiro. Ele ainda não está em condição de fazer campanha nas ruas. Os médicos recomendaram mais uma semana de repouso.
Morte em Salvador
Na terça (9), Bolsonaro comentou o caso em que um simpatizante é suspeito de esfaquear e matar um mestre de capoeira na Bahia após uma discussão sobre política. Ele afirmou que o homem cometeu um excesso e lamentou o episódio.
“Pô, cara! Foi lá pergunta essa invertida… quem tomou a facada fui eu, pô! O cara lá que tem uma camisa minha, comete lá um excesso. O que eu tenho a ver com isso? Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso. Eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam”, disse o candidato, adversário de Haddad na corrida presidencial.
Segundo Bolsonaro, há violência e intolerância vindas dos simpatizantes de seu adversário. “A violência veio do outro lado, a intolerância veio do outro lado. Eu sou a prova, graças a Deus, viva disso aí”, disse.
Suástica
O candidato do PT citou especificamente dois casos. Um é o da jovem de 19 anos, em Porto Alegre, que disse ter sido abordada por três homens que talharam uma suástica a canivete no corpo dela. A jovem usava uma camiseta com a inscrição #EleNão, numa crítica ao candidato Jair Bolsonaro. Ele também citou o caso do mestre de capoeira de 63 anos, em Salvador, morto a facadas depois de ter dito num bar que era contrário a Bolsonaro.
“Hoje tivemos a cena de uma jovem de 19 anos descendo de um ônibus foi praticamente sequestrada por três bolsonaristas e teve a suástica entalhada no seu corpo a canivete. Eu penso que essa escalada, tem de ser posto um fim nisso, porque já houve uma morte com 12 facadas de uma pessoa queridíssima e conhecidíssima em Salvador e agora esse novo evento. Nós estamos recebendo mensagem de atos de violência em todo o país, alguns chegam à imprensa, outros não, além da continuidade das mentiras pelo WhatsApp e pelo Facebook”, afirmou Haddad.
Source: Notícias Política g1

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