Dia Mundial do Alzheimer busca conscientizar sobre a doença

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde mostram que a cada três segundos uma pessoa está demente no mundo. Aproximadamente 50 milhões de pessoas no mundo inteiro registram acometimento por demência, sendo a mais comum o Alzheimer.Esta segunda-feira (21) é tida como o Dia Mundial de Conscientização da Doença Alzheimer. Com os casos crescentes da doença, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já aponta mais de dois milhões de brasileiros com demência e 60% delas são do tipo Alzheimer. O Ministério da Saúde considera o Alzheimer como um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, pelo comprometimento progressivo das atividades de vida diária e por alterações comportamentais. Maria Suzana Souza, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) destaca os altos índices da doença. “Os idosos são os mais afetados pela doença, porém, jovens e adultos não estão fora de perigo”, pontua. Por ser considerada uma doença neurodegenerativa, os sintomas mais evidentes são perda de memória, desorientação espacial, apatia e episódios de depressão e agressividade. Segundo a presidente da ABRAz, alguns questionamentos frequentes feitos sobre a doença dizem respeito à existência de prevenção e cura. A resposta vem logo em seguida. Os sinais da doença evoluem com o tempo e não há cura, mas sim prevenção e tratamento. “Existem estudos atuais que comprovam que 20 anos antes a doença já apresenta sinais, por isso, precisamos nos prevenir”, declara.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀DIAGNÓSTICOO diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento da doença. Para isso, a família tem um papel fundamental, pois são as pessoas próximas que costumam perceber os sintomas. “Geralmente, o diagnóstico acontece acima dos 70 anos, mas os sinais já começam a aparecer dez anos antes, de uma forma discreta que ainda não afeta a vida da pessoa. O diagnóstico precoce vai ajudar a estimular a área afetada” , diz o neurologista Dr. Diogo Haddad.Segundo o médico, o fator genético dificilmente é o responsável pelo Alzheimer, ou seja, familiares de pessoas com a doença não estão necessariamente predispostos a contraírem a patologia. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀PREVENÇÃOEntre os fatores de risco estão a falta de atividade intelectual e física, tabagismo, obesidade e diabetes, situações que podem ser controladas ao longo da vida. Porém, o Alzheimer não tem uma causa apenas definida, a recomendação dos especialistas é que as pessoas mantenham os estímulos cerebrais ativos, realizando atividades intelectuais durante toda a vida.

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